sábado, 29 de novembro de 2008

Tema ou Antena?

Com toda certeza, escrever é uma habilidade, dom ou persistência que qualquer pessoa alfabetizada e curiosa pode desenvolver. O que diferenciará uma das outras é o tema. Pensei muitas vezes e li muitas coisas sobre linhas e linhas, vertentes e vertentes, tendências contemporâneas e modernidades lingüísticas que estão se empossando como os ditadores da formação de rótulos para cada gôndola de livraria ter o seu valor e o seu devido prestigio. Segmentar. A palavra-ouro de muitos. Refleti sobre o que eu estava fazendo, pois como Alexandre Pelegi, aprendi a me observar muito mais do que observar os outros para realmente entender as coisas e as pessoas que estão a minha volta e assisti a um escritor de e-mails longos que se apossa dos teclados para denunciar um mundo à frente dos olhos de todos e que a lente do comodismo faz questão de nublar ou tornar redundante a uma rotina necessária e que ao separar-se desse amigo de teclas faz-se obrigado a cumprir. E o meu tema? Difícil dizer, mas olhando para o teclado vejo quase que apagada, sem mais o click de expressão a letra "A". O que me faz usar tanto essa vogal primeira? Com toda a certeza a palavra que me vem a mente é "Amor". Mas essas teclas não descreveram ou narraram somente o amor entre duas pessoas. Narraram também o amor por uma profissão, o amor pela arte, o amor pela solidariedade, o amor próprio, o amor incondicional e muito mais amores que possuímos dentro de cada um de nós que nos fazem tomar todas as decisões necessárias por mais racionais que elas demonstrem-se. Asseguro que mais do que qualquer coisa, foi registrado por essas teclas o amor pela vida. E é esse amor que me faz gastar todas as letras, vocábulos e sonhos que tenho para tentar, de maneira completamente despretensiosa, tornar o raciocínio de cada pessoa muito mais simples. Agregando a cada leitor uma verdade interior de ação e de satisfação pessoal, para que o amor, a solidariedade e o conhecimento sejam os pilares de sustentação do tripé da felicidade permanente. Portanto, façamos-nos jus ao o que sonhamos. Somos do tamanho da nossa capacidade de criar. Ósculos&Amplexos